sábado, 19 de julho de 2014
quinta-feira, 6 de março de 2014
JEJUM, ESMOLA E ORAÇÃO
O tempo é um presente de Deus, quando visto a partir da experiência humana, pois não significa apenas uma categoria física, mas oportunidade para o crescimento das pessoas. Pra nós cristãos, é ocasião privilegiada para a graça de Deus atuar em nossas vidas, iluminando nossas escolhas e orientando o dia a dia.
A Quaresma, apenas iniciada, é uma forma de viver o tempo nas próximas semanas, oferecida pela Igreja aos fiéis. É ainda ocasião para uma Campanha de Opinião Pública, que chamamos "Campanha da Fraternidade", nossa contribuição para que a sociedade se torne mais fraterna, justa e igualitária. Neste ano de 2014, trataremos de um tema desafiante, o tráfico humano, realidade dolorosa, presente de diversas formas em todas as regiões de nosso país. Para nós, na Amazônia, brote um grito em prol da fraternidade e da superação do mal do tráfico de pessoas, que nos toca bem de perto. Estamos, pois, num "tempo forte" da vida cristã, que faz os dias, em si iguais em seu amanhecer, sol ou chuva, por do sol ou noite, chuva, vento, frio ou calor, se transformarem e adquirirem um colorido diferente. Vem de dentro a possibilidade de aproveitar este período.
Quaresma não é tempo de fatos ou fenômenos extraordinários, como muita gente ainda tem receio. Pode até acontecer que algumas pessoas "peguem carona" na Quaresma da Igreja para espalhar o medo ou anúncio de dificuldades ou catástrofes. É bom saber que os dias e as estações continuam do mesmo jeito, que as pessoas ao nosso lado podem não estar nem aí para nossos atos de piedade ou práticas quaresmais. Sentir-se-ão atraídas à vida da Igreja quando virem nosso testemunho coerente de vida cristã. Aí muitas outras pessoas desejarão fazer mortificações e jejuns, dedicarão mais tempo à oração e se converterão ao amor de caridade.
Como a Quaresma depende de escolha, nosso convite chegue a todos os cristãos, assim como tantos homens e mulheres de boa vontade, para que abram os corações e as mentes a Jesus Cristo, Senhor e Salvador da humanidade, Caminho, Verdade e Vida. Nele está a fonte de vida e de felicidade. Seu amor misericordioso quer alcançar a todos, sem exceção. Ele não se cansa de perdoar e acolher as pessoas. A Igreja quer ser a Casa da Misericórdia para todas as pessoas, especialmente para quem se sente estropiado e cansado pelas labutas da vida.
Jesus convida todos os homens e mulheres a segui-lo, tornando-se discípulos seus. Quem aceita o seu chamado inicia um processo de conversão, que quer dizer mudança de mentalidade, com a consequente mudança de rota na vida. São Paulo descreveu com maestria esta vida nova: "Tendo vós todos rompido com a mentira, que cada um diga a verdade ao seu próximo, pois somos membros uns dos outros. Podeis irar-vos, contanto que não pequeis. Não se ponha o sol sobre vossa ira, e não deis nenhuma chance ao diabo. O que roubava não roube mais; pelo contrário, que se afadigue num trabalho manual honesto, de maneira que sempre tenha alguma coisa para dar aos necessitados. De vossa boca não saia nenhuma palavra maliciosa, mas somente palavras boas, capazes de edificar e de fazer bem aos ouvintes. Não entristeçais o Espírito Santo de Deus, com o qual fostes marcados, como por um sinal, para o dia da redenção. Desapareça do meio de vós todo amargor e exaltação, toda ira e gritaria, ultrajes e toda espécie de maldade. Pelo contrário, sede bondosos e compassivos, uns para com os outros, perdoando-vos mutuamente, como Deus vos perdoou em Cristo. Sede, pois imitadores de Deus como filhos queridos. Vivei no amor, como Cristo também nos amou e se entregou a Deus por nós como oferenda e sacrifício de suave odor. A imoralidade sexual e qualquer espécie de impureza ou cobiça nem sequer sejam mencionadas entre vós, como convém a santos. Nada de palavrões ou conversas tolas, nem de piadas de mau gosto: são coisas inconvenientes; entregai-vos, antes, à ação de graças" (Ef 4,25 - 5,4). Para chegar lá, é necessário exercitar-se, e muito! Na Quaresma, os cristãos se dedicam, de forma especial, a três práticas formativas de sua vontade no seguimento de Jesus Cristo, que nos ajudam a assumir a vida nova assim descrita. Relacionamento consigo, com o próximo e com Deus.
A primeira delas é chamada de mortificação, abstinência, ou jejum. As três expressões servem para indicar o processo de educação da vontade. Moderar o uso do alimento, escolher práticas que orientem nossos impulsos instintivos. Muitos o fazem por motivos de saúde ou por razões estéticas, enquanto nós desejamos fazê-lo para a educação da vontade e para partilhar o fruto do jejum com as pessoas necessitadas.
A segunda tem o nome de esmola, palavra, quem sabe, desgastada, que é o exercício das obras de misericórdia, ações caridosas pelas quais vamos em ajuda do nosso próximo, nas suas necessidades corporais e espirituais. Instruir, aconselhar, consolar, confortar, são obras de misericórdia espirituais, como perdoar e suportar com paciência. As obras de misericórdia corporais consistem em dar de comer a quem tem fome, albergar quem não tem teto, vestir os nus, visitar os doentes e os presos, sepultar os mortos. A esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos da caridade fraterna e também uma prática de justiça que agrada a Deus (Catecismo da Igreja Católica 2447). "Quem tem duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma, e quem tem mantimentos, faça o mesmo" (Lc 3, 11). "Dai antes de esmola do que possuis, e tudo para vós ficará limpo" (Lc 11, 41).
Enfim, intensificar a prática da oração, em todas as suas formas, é o terceiro exercício com o qual os cristãos se comprometem na Quaresma, abrindo-se para Deus e dedicando tempo e qualidade de relacionamento com o Senhor. Rezar mais e rezar melhor!
terça-feira, 11 de junho de 2013
Francisco: "A riqueza da Igreja é anunciar o Senhor com gratuidade"
Francisco: "A riqueza da Igreja é anunciar o Senhor com gratuidade"

Cidade do Vaticano (RV) – O Evangelho deve ser anunciado com simplicidade e gratuidade: foi o que destacou o Papa Francisco na Missa desta manhã na Casa Santa Marta.
Na sua homilia, o Papa se inspirou na exortação feita por Jesus aos Apóstolos para anunciar o Reino de Deus: “Não leveis ouro, nem prata, nem cobre nos vossos cintos”. O Senhor quer que o anúncio seja feito com simplicidade, disse Francisco. Aquela simplicidade que “dá lugar ao poder da Palavra de Deus”. E indicou a “palavra-chave” para o anúncio: gratuidade.
“A pregação evangélica nasce da gratuidade, da surpresa da salvação. E aquilo que eu recebi gratuitamente, devo dar gratuitamente. E desde o início era assim. São Pedro não tinha uma conta no banco, e quando teve que pagar as taxas, o Senhor o mandou pescar no mar e encontrar a moeda dentro do peixe para pagar. Filipe, quando encontrou o ministro da economia da rainha Candace, não pensou: ‘Ah, que bom, façamos uma organização para apoiar o Evangelho, porque…’ Não! Não negociou com ele: anunciou, batizou e foi embora.”
O Reino de Deus “é um dom gratuito”, disse o Papa. E sublinhou que desde as origens da comunidade cristã, esta atitude ficou sujeita à tentação. Existe a tentação, por exemplo, de buscar força para além da gratuidade, enquanto a nossa força é a gratuidade do Evangelho. Na Igreja, advertiu, isso pode criar um pouco de confusão, pois o anúncio pode parecer proselitismo, e este não é o caminho. O Senhor “nos convidou a anunciar, não a fazer proselitismo”.
“Tudo é graça. Tudo. E quais são os sinais quando um Apóstolo vive esta gratuidade? São muitos, mas ressalto dois: primeiro, a pobreza. O anúncio da Evangelho deve ser feito no caminho da pobreza. O testemunho desta pobreza: não tenho riquezas, a minha riqueza é somente o dom que recebi, Deus. A gratuidade é a nossa riqueza! E esta pobreza nos salva de nos tornarmos organizadores, empreendedores... Devem-se levar avante as obras da Igreja, e algumas são um pouco complexas; mas com coração de pobreza, não com coração de investimento ou de empresário, não? A Igreja não é uma ong: é outra coisa, mais importante."
Outro sinal, acrescentou o Papa, “é a capacidade de louvor: quando um apóstolo não vive esta gratuidade, perde a capacidade de louvar o Senhor”. Louvar o Senhor, de fato, “é essencialmente gratuito, é uma oração gratuita”:
“Estes são os dois sinais do fato de que um apóstolo vive esta gratuidade: a pobreza e a capacidade de louvar o Senhor. E quando encontramos apóstolos que querem fazer uma Igreja rica e uma Igreja sem a gratuidade do louvor, a Igreja envelhece, a Igreja se torna uma ong, a Igreja não tem vida. Peçamos hoje ao Senhor a graça de reconhecer esta gratuidade: ‘do receber e do dar’. E também nós prosseguirmos na pregação evangélica com esta gratuidade.”
(BF)
Na sua homilia, o Papa se inspirou na exortação feita por Jesus aos Apóstolos para anunciar o Reino de Deus: “Não leveis ouro, nem prata, nem cobre nos vossos cintos”. O Senhor quer que o anúncio seja feito com simplicidade, disse Francisco. Aquela simplicidade que “dá lugar ao poder da Palavra de Deus”. E indicou a “palavra-chave” para o anúncio: gratuidade.
“A pregação evangélica nasce da gratuidade, da surpresa da salvação. E aquilo que eu recebi gratuitamente, devo dar gratuitamente. E desde o início era assim. São Pedro não tinha uma conta no banco, e quando teve que pagar as taxas, o Senhor o mandou pescar no mar e encontrar a moeda dentro do peixe para pagar. Filipe, quando encontrou o ministro da economia da rainha Candace, não pensou: ‘Ah, que bom, façamos uma organização para apoiar o Evangelho, porque…’ Não! Não negociou com ele: anunciou, batizou e foi embora.”
O Reino de Deus “é um dom gratuito”, disse o Papa. E sublinhou que desde as origens da comunidade cristã, esta atitude ficou sujeita à tentação. Existe a tentação, por exemplo, de buscar força para além da gratuidade, enquanto a nossa força é a gratuidade do Evangelho. Na Igreja, advertiu, isso pode criar um pouco de confusão, pois o anúncio pode parecer proselitismo, e este não é o caminho. O Senhor “nos convidou a anunciar, não a fazer proselitismo”.
“Tudo é graça. Tudo. E quais são os sinais quando um Apóstolo vive esta gratuidade? São muitos, mas ressalto dois: primeiro, a pobreza. O anúncio da Evangelho deve ser feito no caminho da pobreza. O testemunho desta pobreza: não tenho riquezas, a minha riqueza é somente o dom que recebi, Deus. A gratuidade é a nossa riqueza! E esta pobreza nos salva de nos tornarmos organizadores, empreendedores... Devem-se levar avante as obras da Igreja, e algumas são um pouco complexas; mas com coração de pobreza, não com coração de investimento ou de empresário, não? A Igreja não é uma ong: é outra coisa, mais importante."
Outro sinal, acrescentou o Papa, “é a capacidade de louvor: quando um apóstolo não vive esta gratuidade, perde a capacidade de louvar o Senhor”. Louvar o Senhor, de fato, “é essencialmente gratuito, é uma oração gratuita”:
“Estes são os dois sinais do fato de que um apóstolo vive esta gratuidade: a pobreza e a capacidade de louvar o Senhor. E quando encontramos apóstolos que querem fazer uma Igreja rica e uma Igreja sem a gratuidade do louvor, a Igreja envelhece, a Igreja se torna uma ong, a Igreja não tem vida. Peçamos hoje ao Senhor a graça de reconhecer esta gratuidade: ‘do receber e do dar’. E também nós prosseguirmos na pregação evangélica com esta gratuidade.”
(BF)
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Ser Igreja... |
... é pertencer ao Reino dos Céus!
Nestas breves palavras, testemunho a minha alegria de ser Igreja, de entender que o olhar de Deus sobre a mesma parte do seu Filho, por isso, a fidelidade da Igreja sempre será a fidelidade de Cristo.
Estamos no mês das vocações, tempo que nos faz refletir o Chamado de Deus em nossas vidas, a sede que o nosso Criador tem pela vida de cada um de nós. As vias de acesso ao conhecimento de Deus estão todas abertas e disponíveis a todos que desejam conhecê-la, afinal, Ele não invade a liberdade que temos de acolhê-lo ou até desprezá-lo. “Estas vias para chegar a Deus têm como ponto de partida a criação: o mundo material e a pessoa humana (fonte maior da graça e da bondade de Deus), neste mundo que vivemos” (CIC nº 31).
“A união íntima e vital com Deus pode ser esquecida, ignorada e até rejeitada explicitamente pelo homem. Tais atitudes podem ter origens muito diversas: a revolta contra o mal no mundo, a ignorância ou a indiferença religiosa, as preocupações com as coisas do mundo e com as riquezas, o mau exemplo dos crentes, as correntes de pensamento hostis à religião, e finalmente essa atitude do homem pecador que, por medo, se esconde de Deus e foge diante do seu Chamado” (CIC nº 29).
Ser Igreja é acolher o céu como herança, é tê-la como Caminho, Verdade e Vida, é deixar-se evangelizar para se tornar mais “gente”, sensível a todos que passam diariamente por nós. Não basta acreditar em Deus, é preciso crer que Jesus é o Messias, o Filho de Deus que veio ao mundo para nos santificar, melhorando assim a nossa qualidade de vida.
Ser Igreja é amar o próximo, é ser irmão uns dos outros, é acolher fraternalmente os que nos tocam, com o seu olhar e até com a sua indiferença. Ser Igreja não é definir filosoficamente Deus e sim defini-lo com a vida, através de atitudes simples, que nos levam a amar e glorificar o nosso Criador. Ser Igreja é ter sede de oração, é adorá-lo no mais profundo do coração, é agradecer a Deus por cada refeição. É acreditar na força da Palavra e na força da comunicação da Palavra, pois o “ide e evangelizai” é para todos.
Queridos irmãos, a Santa Missa é um lugar de acolhimento, de oração e de restauração. “O Senhor é o amparo dos que Nele esperam e, sem o Seu auxílio, ninguém é forte, ninguém é santo; que Ele possa redobrar de amor para conosco, para que, conduzidos por Ele, usemos de tal modo os bens que passam, que possamos abraçar os que não passam” (Oração do dia da XVII Semana do Tempo Comum).
Um grande abraço a todos. Que possamos refletir e orar pela nossa vida cristã, pela nossa vocação primeira que é a santidade. Este é o grande sentido dos que são batizados por Cristo, com Cristo e em Cristo.
Com orações,
Diác. Wellington,CDMD
@docemaededeus
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terça-feira, 21 de agosto de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
ESCOLHER A MELHOR PARTE...: Há dores que são só nossas...!
ESCOLHER A MELHOR PARTE...: Há dores que são só nossas...!: Tem dores que são só nossas, por mais que existam pessoas ao nosso redor e que tentem se colocar em nosso lugar, tentando entender o que a...
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
CARREGAR A CRUZ
Estamos vivendo um momento salutar em todo território brasileiro com a peregrinação da Cruz dos Jovens e Ícone de Nossa Senhora, símbolos máximos da Jornada Mundial da Juventude. Olhamos para nossa sociedade atual e não é difícil distinguir valores que ainda se mantem e desencaminhamentos da dignidade humana através das falsas propostas que desintegram a vida, um verdadeiro fardo.
É urgente uma tomada de consciência dos reais valores. Diante do atual contexto social, somos surpreendidos com a passagem dos sinais cristãos nas principais cidades do país, trazendo uma renovação do sentido de vida. O que mais me encanta na passagem dos Símbolos da JMJ é o entusiasmo e a fé dos jovens em “carregar a Cruz”. É algo extraordinário que acontece. Todos querem ao menos tocá-la. Essa Cruz já recebeu muitos nomes, a Cruz peregrina, a Cruz da JMJ, a Cruz do Jubileu, entre outros, mas me fascina uma de maneira muito especial: “A Cruz dos jovens”! É isso mesmo que acontece com quem carrega, toca, ou até mesmo contempla a Cruz: a vida rejuvenesce! É um mistério de fé.
Recordo aqui o belíssimo texto do evangelho que narra a visita de Nicodemos a Jesus (João 3 1-21). Esse homem se destacava no grupo dos fariseus, contudo respeitava Jesus como mestre e enviado de Deus. Jesus lhe propõe a mudança radical; não renovação, mas inovação, “nascer de novo”. Nascer é começar. Nicodemos fica confuso por causa da mentalidade fisiológica, “entrar de novo no ventre da mãe”. Jesus responde com rigor: “se alguém não nascer da água e do Espírito, não poderá entrar no reino de Deus”. Segundo a tradição bíblica, a água é o elemento feminino; o Espírito, o elemento masculino fecundante (vejamos o Genesis 1, o Espírito pairava sobre as águas). Cristo nos salvou pelo madeiro da Cruz com o banho do novo nascimento pelo Espírito Santo. Nascemos à sombra da Cruz.
A Cruz dos jovens é carregada nos braços e ombros trazendo um novo na história de tantos que a levam. Somos de verdade o novo Cirineu, que levou por alguns instantes o peso da Cruz de Cristo. Carregar a Cruz significa para nós, a partir do testemunho do Cirineu, “levar o peso da cruz uns dos outros”. Esse é o amor que nunca acabará - o de ser sempre servo, doar-se inteiramente sem impor condições pelos outros, aos mais necessitados.
Os jovens que carregam a Cruz são comprometidos. Algo novo acontece. Não largam a Cruz, tornam-se propriedade de Cristo. Isso é seguimento autêntico. Posso testemunhar que isso aconteceu na passagem da Cruz dos jovens e do Ícone de Nossa Senhora na Arquidiocese da Paraíba e, mais especialmente, na Vigília Jovem Doce Mãe de Deus. Sou grato a Deus por chamar-nos a carregar a cruz de cada dia sempre renovando a força de nossa juventude consagrada.
Assumamos a Cruz de Cristo, carregando-a diariamente como verdadeiras testemunhas. Que a Cruz carregada por nós faça-nos novos para levar ao mundo o Amor que salva e dá dignidade.
Pe. Márcio José Costa Teixeira, CDMD
@pemarciocdmd
sábado, 28 de janeiro de 2012
É PRECISO TOCAR NA CRUZ
Os jovens católicos do Brasil vivem um
tempo de graça, um verdadeiro kairós, experimentado na peregrinação dos
símbolos da Jornada Mundial da Juventude - a Cruz da JMJ e o Ícone de
Nossa Senhora que estão passando em todas as dioceses do país.
A Cruz é o mais esplêndido sinal cristão. Nunca podemos perder de vista o sinal que nos salva e redime.
Chamou-me a atenção o que falou o Papa
Bento XVI a Dom Damasceno, presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida
do Norte, quando este comentou ao Santo Padre que os jovens do Brasil
tem tocado na Cruz peregrina com muito entusiasmo. A resposta do Papa
foi: “É preciso tocar na Cruz, para deixar-se tocar por ela”. Essa resposta é uma palavra de ordem para todos nós.
Assim, o Papa fala-nos de dois caminhos
que se encontram e nos dá direção. Primeiramente, o de tocar na Cruz. Os
jovens precisam hoje compreender o sinal que traz a salvação. Da cruz
recebemos a força que nos faz ultrapassar os limites da dor, da
desesperança, da descriminalização, da violência, da falta de sentido,
decepções, entre tantas. É preciso tocar, encarar os fatos com firmeza
de fé. Cristo assumiu nossas dores, e a partir daí foi ao extremo do
amor. É preciso chegar ao porque da ferida, encarar os fatos da vida com
resiliência, para chegar a uma verdadeira maturidade humana e
espiritual. Não somos covardes, somos de tocar na cruz.
A outra proposta unida a primeira é a de
deixar-se tocar pela Cruz. Nossa! Aqui vejo o essencial. Quando alguém
se deixa tocar é porque está aberto a graça de Deus, vazio de si mesmo
para encher-se de Deus. É quando assumimos com propriedade a Salvação
que vem de Deus. Deixo de ser somente uma testemunha ocular, para ser
uma testemunha de pertença ao mistério de salvação.
Sou grato a Deus porque a Cruz da JMJ
também peregrinará na arquidiocese da Paraíba e, nesta ocasião, passará a
noite e madrugada na Vigília Jovem Doce Mãe de Deus no dia 4 de
fevereiro de 2012. Aguardo com grande júbilo juntamente com os jovens de
nossa arquidiocese esse momento de tocar e deixar-se ser tocado pela
Cruz de Cristo.
Que os jovens do Brasil possam tocar na
cruz e deixar-se tocar por ela tornando-se verdadeiras testemunhas de
Cristo, sendo assim discípulos e missionários para que todos conheçam a
salvação que brota da cruz.
Pe. Márcio José Costa Teixeira, CDMD
@pemarciocdmd
Comunidade Doce Mãe de Deus Acolhe Cruz e Ícone da JMJ
Em preparação para a próxima Jornada
Mundial da Juventude, maior evento católico do mundo que será realizado
no Brasil em 2013 com a presença do Papa Bento XVI, a Cruz dos jovens e o
Ícone de Nossa Senhora, símbolos da Jornada Mundial da Juventude,
entregues pelo beato João Paulo II, estarão peregrinando pela
Arquidiocese da Paraíba, em fevereiro de 2012.
No dia 4 de fevereiro, em João Pessoa,
fazendo parte da programação oficial da Arquidiocese da Paraíba, a Cruz e
o Ícone de Nossa Senhora serão acolhidos na Vigília Jovem Doce Mãe de
Deus em comunhão com diversas Novas Comunidades: Comunidade Católica
Shalom, Comunidade Nova Berith, Comunidade Consolação
Misericordiosa, Comunidade Servos de Maria, Comunidade Nossa Senhora
Menina, Comunidade Maná, Comunidade Filhos da Misericórdia, Comunidade
Fraternidade Casa de Judá, Comunidade Jerusalém Casa da Paz, Comunidade
Lírios do Vale, Comunidade Fraterno Amor, entre outras.
A partir das 16h, no Centro de Formação
Discípulo Amado, Casa Mãe da Comunidade Doce Mãe de Deus, em João
Pessoa-PB, centenas de jovens vindos de diversas partes do país estarão
reunidos para celebrar a chegada dos símbolos que atraem multidões em
todo o mundo.
Você é nosso convidado especial para
viver grandes momentos de fé, alegria, espiritualidade, através de
pregações, shows, Santa Missa e Adoração ao Santíssimo Sacramento.
Faça sua caravana e entre em contato conosco!
Para maiores informações, envie-nos um e-mail: vigiliajovem2012@gmail.com
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
ESCOLHER A MELHOR PARTE...: Habita em nós e transforma as nossas vidas !
Começamos um novo ano e com ele todos nós tentamos renovar os nossos sonhos, as nossas esperanças, a nossa fé na vida, nas pessoas e nas...
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Teu amor me sustentará - Missionários Shalom
O Teu amor me sustentará, a Tua graça não me faltará.
Como um selo gravado em meu coração,
Tua vontade em mim se cumprirá
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Feliz dia de São Francisco! Doce é sentir - ♪♫
"O Senhor não nos chamou para pregar brilhantemente o mistério da cruz,e sim para vivê-lo humildemente." #oirmãodeassis
domingo, 2 de outubro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
Amor e Disciplina
Certa vez me questionaram: Como você
consegue ser esposo, pai, trabalhar no serviço público, ser consagrado
na “Doce” e diácono incardinado numa diocese que você não reside?
Confesso que parei e fiquei pensando na
verdadeira resposta, pois tal pergunta não merecia palavras a “toque de
caixa”. Isto me fez escutar o coração, refletir a minha vida e rezar
diante da opção que fiz, a partir do livre arbítrio que me foi
concedido, por Aquele que me confiou o dom da vida.
Cheguei a uma conclusão importante para
mim, depois da oração pessoal: é a Palavra de Deus que concede ao homem a
resposta para todos os seus questionamentos. Se acreditamos nela, a
mesma nos capacita e envia para a grande missão dos seus discípulos.
Afinal, ela foi inspirada pelo Espírito, portanto, só Ele abre os
caminhos para que desbravemos o que lá se encontra escrito, que é a vida
e missão dos que dela se alimentam diariamente.
Dizem as Sagradas Escrituras: “Buscai em
primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos
serão dadas em acréscimo” (Mat 6,33). Também está escrito: “Ide por
todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for
batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Mc 16, 15-16).
Ainda relata: “Porque muitos são os chamados, e poucos os escolhidos”
(Mt 22,14). Também nos fala: “Entre eles há alguns que Deus elevou e
consagrou, a outros pôs no número dos dias comuns” (Eclo 33,10a). Quando
Deus chama, concede a graça, a partir do nosso empenho, esforço pessoal
e sacrifício. Sacrifício sim, porque não existe oferta, doação,
entrega, sem cruz. “Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo,
tome cada dia a sua cruz e siga-me. Porque, quem quiser salvar a sua
vida, perdê-la-á; mas quem sacrificar a sua vida por amor de mim,
salvá-la-á” (Lc 9, 23-24). Cruz sim, porque o Reino da Terra tantas
vezes renega o Reino dos Céus, além do mais, “não é contra homens de
carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e
potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças
espirituais do mal (espalhadas) nos ares” (Ef 6,12).
Se tudo da parte de Deus está feito, é
preciso fazer a nossa parte. Portanto, comecei a refletir duas coisas na
minha vida e que, tenho tentado me empenhar para colocar em prática ao
longo destes anos: O “amor” e a “disciplina”. Só colocando as nossas
vidas no “coração de Deus”, teremos coragem e sabedoria para “partir” na
missão que Ele nos confia. Afinal, este mundo tem muitas opções que
distam do verdadeiro e pleno amor, por conseguinte, todas as vezes que a
criatura não dialoga com o seu Criador, padece por ficar a mercê da sua
própria vontade.
Deus nos criou no seu amor e com
disciplina. Tanto é que, só criou o homem e a mulher, a partir do
momento em que o planeta terra estava preparado para recebê-los.
Mesmo com todo aparato existente para
servi-la, quando a humanidade exclui Deus da sua caminhada, ela perde o
seu brilho, por desencontrar-se com o fim para a qual foi criada. O
homem tem inteligência, vontade, memória, imaginação e afetividade.
Todas estas áreas precisam ser iluminadas com a luz que provém do “seu
idealizador”.
A luz que temos, vem de uma graça que
está dentro de nós e que só o homem poderá deixar que o ilumine. Caso
contrário, ofuscamos o seu brilho e abrimos a guarda para que se “acorde
o leão, que precisa permanecer dormindo dentro de nós”.
Você há de convir comigo que, todas as
vezes que o homem inventa ou idealiza algo, é para um fim, uma
finalidade. Por exemplo: a criação de um meio de transporte é para se
chegar do outro lado mais rápido e com mais conforto. Nesta mesma linha
de pensamento, também pergunto a você: A criação da vida humana tem qual
fim, qual finalidade? A inteligência que capacita o homem, em
contrapartida, a sua iniquidade, os seus erros (do mais simples ao mais
absurdo) – Assim, que leitura podemos fazer deste fato real? O que é que
machuca o homem, senão o desequilíbrio que está dentro dele próprio.
Será que ele não precisa da luz para renascer, diante de cada situação
de transgressão, que tantas vezes pode causar o aniquilamento de si e do
outro?
Se acreditamos que o homem foi criado
por Deus, tudo o que tem o “dedo de Deus” tem uma finalidade, um para
que. A figueira, por exemplo, pode se tornar uma árvore frondosa, no
entanto, se não der fruto, não cumpre o seu fim último. Lembre-se que
Jesus vai ao encontro de uma figueira para alimentar-se, chegando lá,
constata que a mesma é estéril e a amaldiçoa. Penso ser isso um grande
ensinamento para as nossas vidas.
Partilho com você leitor e leitora, que
muitas são as dificuldades e os desafios de cada dia, no entanto, só
existe “amor” no projeto de vida que me foi confiado. E na busca diária
de “disciplina”, fazer o que me é indispensável, para a construção do
Reino de Deus, neste mundo, tantas vezes frio, mas também sedendo
Daquele que o criou.
O amor e a disciplina toma conta do meu
dia a dia e vai me consumindo, no qual tantas vezes, deparo-me também
com as minhas fraquezas, com a minha pequenez, a minha impotência e o
meu cansaço. No entanto, tudo vale a pena, porque eu sei por quem estou
fazendo e para onde tudo vai me levar, juntamente com aqueles e aquelas
que o Senhor da vinha me confiar.
Eu pergunto a você, leitor(a) amigo(a):
As pessoas estão com você pela sua vida ou pela sua missão? Neste
caminho, observo a força que tenho, oriunda da minha missão. A família, a
minha consagração, o diaconato permanente, não são títulos para mim e
sim, missão. A missão alarga os horizontes, fazendo com que o homem,
tantas vezes, enxergue além da montanha.
Sei que a minha vida inquieta a muitos,
porque o diferente é muitas vezes mal visto. Afinal, não sou um
“religioso canônico” e sim, um simples homem, consagrado a Deus num
Carisma novo na Igreja e que, como membro de uma Comunidade Nova, vivo
diretamente no mundo secular e não enclausurado. Tenho vivenciado que
para uns, é uma graça o que vivo, no entanto para outros, é como se a
minha vida e opção fosse uma pedra no sapato, que além de incomodar, até
machuca e fere.
Mesmo com todas as provações, sou muito
grato a Deus por entender a minha vida e missão a partir da sua Palavra e
não a partir de mim mesmo. Entendo que o amor e a disciplina são
comportas que devem ser abertas dentro de nós, pois abrem espaços para
uma vida saudável e com mais qualidade. É bem verdade que existe
sacrifício, no entanto, uma vela consumida pelo amor, disciplina uma
alma para o seu fim primeiro e último.
Você que faz esta leitura, és sublime,
és especial, és querido(a) por Deus e por toda a criação. “Levanta-te,
deixa a tua maca e anda”. Precisamos do seu amor e da sua disciplina,
afinal somos irmãos e saímos da mesma “árvore da vida”.
SALVE O AMOR DE DEUS!
SALVE A SUA DISCIPLINA!
SALVE A SUA VIDA, QUERIDO(A) LEITOR(A)!
Deus vos abençoe, com orações.
Diác. Wellington,CDMD
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Jornada Mundial da Juventude 2011 - Comunidade Doce Mãe de Deus
Foram dias vividos com muita intensidade, não parávamos de andar, rezar, admirar e ver a Igreja de Deus que nos reunia ali em torno do sucessor de Pedro. Tivemos, com certeza, uma das maiores experiências de nossas vidas. Não dá para narrar...
Mas, queremos deixar resistrado aqui um pouco do que viveram os jovens que foram conduzidos pela Comunidade Doce Mãe de Deus.
E acredite, a fé nos leva ir além!
A liberdade pela qual ansiamos
A
liberdade é conquistada sem ideologias, evidenciada na verdade. Muitos
dizem que ao entrar para a Igreja, ou frequentá-la regularmente torna-se
um perigo para a liberdade. Veem a religião como um conjunto
de restrições que, além de roubar sua "liberdade" fecha seus olhos para o
mundo, colocando como que viseiras.
Por ignorância é confundido liberdade com libertinagem.
Dizem "sou livre" e, vivem num hedonismo sem precedentes, sobretudo na
pós-modernidade, período em que é detestado o limite, a privação, e o
sofrimento é visto como um castigo. Contudo, na sabedoria de Léon
Tolstói, escritor Russo do século XIX, encontramos um fragmento do
conceito autêntico, acerca da liberdade. Léon diz que " não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade" ouso
acrescentar, a verdade de uma maneira integral, pura em sua essência,
não a verdade equivocada. Contudo, Tolstói completa dizendo "a liberdade não é um fim, mas uma consequência", consequência de uma verdade bem vivida. Encontramos
um exemplo claro na vida e conversão de Santo Agostinho. O Doutor e
Bispo da Igreja transitou por todas as correntes da filosofia pagã indo
do maniqueísmo ao neoplatonismo. Buscou, pois, a verdade em várias
doutrinas, nenhuma a preencheu, sua sede de verdade o fez ir
além, e nas pregações de Santo Ambrósio, enfim, encontrou-se com a
verdade, que o fez rezar "tarde te amei, Beleza antiga e tão nova, eis que procurava fora o que estava dentro de mim", e a consequência desta verdade foi justamente a liberdade, tão grande que o levou às honras dos altares.
Jesus
Cristo é "o Caminho, a Verdade e a Vida" (Jo 14,6),
portanto não andemos por atalhos, nem escolhamos a mentira, que por
vezes nos engana, e por fim "escolhe pois a Vida" (Dt. 30,19).
Não
permita que as ideologias neutralizem seus pensamentos, aliene sua
consciência, pois, deste modo estará corrompendo a sua liberdade, e por
conseguinte afastando-se da verdade. Busque a resposta para um mundo em
que as ideologias querem igualar tudo, relativizar os conceitos eternos,
pondo à prova as palavras de Cristo. Quem disse que o que é falado nas
universidades, na mídia corresponde com a verdade, e prima pela
liberdade do receptor, qual o critério usado para propagar essas
"verdades". Ao meu pensar, surge como confusão para uma geração "ctrl+c"
- "ctrl+v". Estamos fadados a nos tornar repetidores de meras
informações inverídicas, papagaios de uma mídia decadente. Críticos de
plantão, questionem seus próprios conceitos, apurem suas "verdades",
sejam fiéis consigo mesmos. Neste quebra-cabeça um lado da liberdade
encaixa-se com a verdade, porém, se isso não acontece em suas
concepções, está na hora de recomeçar à exemplo de Santo Agostinho.
Dentro da Igreja sua visão se aguça, pois é na doutrina da Igreja,
fundamentada na verdade do Evangelho, que encontraremos as respostas
para as aspirações humanas mais profundas. Todavia, no Evangelho não
encontramos meias verdades, e porque na Igreja encontraríamos? Muitos
tentam ajustar os ensinamentos da Igreja de um modo que lhes agradem,
permanecendo apenas com o mel da vida cristã, o fel, a cruz de Cristo,
poucos abraçam.Ora, Cristo veio ao mundo para agradar os homens ou ao
Pai?Suas palavras são fortes, somente corajosos a vivem. "Se alguém quer
me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me." (Lc 9,23). Ou
somos íntegros e coerentes, ou estamos fragmentados com as meias
verdades de um mundo pós-moderno mutilado, prostrado diante de uma
liberdade ilusória.
O coração humano anseia pela liberdade justificada na verdade. Verdade esta que "não é fruto da imaginação de cada indivíduo" como disse nosso saudoso beato João Paulo II.
Rodrigo Stankevicz
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
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