quinta-feira, 6 de março de 2014

JEJUM, ESMOLA E ORAÇÃO


O tempo é um presente de Deus, quando visto a partir da experiência humana, pois não significa apenas uma categoria física, mas oportunidade para o crescimento das pessoas. Pra nós cristãos, é ocasião privilegiada para a graça de Deus atuar em nossas vidas, iluminando nossas escolhas e orientando o dia a dia.
         A Quaresma, apenas iniciada, é uma forma de viver o tempo nas próximas semanas, oferecida pela Igreja aos fiéis. É ainda ocasião para uma Campanha de Opinião Pública, que chamamos "Campanha da Fraternidade", nossa contribuição para que a sociedade se torne mais fraterna, justa e igualitária. Neste ano de 2014, trataremos de um tema desafiante, o tráfico humano, realidade dolorosa, presente de diversas formas em todas as regiões de nosso país. Para nós, na Amazônia, brote um grito em prol da fraternidade e da superação do mal do tráfico de pessoas, que nos toca bem de perto. Estamos, pois, num "tempo forte" da vida cristã, que faz os dias, em si iguais em seu amanhecer, sol ou chuva, por do sol ou noite, chuva, vento, frio ou calor, se transformarem e adquirirem um colorido diferente. Vem de dentro a possibilidade de aproveitar este período.
         Quaresma não é tempo de fatos ou fenômenos extraordinários, como muita gente ainda tem receio. Pode até acontecer que algumas pessoas "peguem carona" na Quaresma da Igreja para espalhar o medo ou anúncio de dificuldades ou catástrofes. É bom saber que os dias e as estações continuam do mesmo jeito, que as pessoas ao nosso lado podem não estar nem aí para nossos atos de piedade ou práticas quaresmais. Sentir-se-ão atraídas à vida da Igreja quando virem nosso testemunho coerente de vida cristã. Aí muitas outras pessoas desejarão fazer mortificações e jejuns, dedicarão mais tempo à oração e se converterão ao amor de caridade.
         Como a Quaresma depende de escolha, nosso convite chegue a todos os cristãos, assim como tantos homens e mulheres de boa vontade, para que abram os corações e as mentes a Jesus Cristo, Senhor e Salvador da humanidade, Caminho, Verdade e Vida. Nele está a fonte de vida e de felicidade. Seu amor misericordioso quer alcançar a todos, sem exceção. Ele não se cansa de perdoar e acolher as pessoas. A Igreja quer ser a Casa da Misericórdia para todas as pessoas, especialmente para quem se sente estropiado e cansado pelas labutas da vida.   
         Jesus convida todos os homens e mulheres a segui-lo, tornando-se discípulos seus. Quem aceita o seu chamado inicia um processo de conversão, que quer dizer mudança de mentalidade, com a consequente mudança de rota na vida. São Paulo descreveu com maestria esta vida nova: "Tendo vós todos rompido com a mentira, que cada um diga a verdade ao seu próximo, pois somos membros uns dos outros. Podeis irar-vos, contanto que não pequeis. Não se ponha o sol sobre vossa ira, e não deis nenhuma chance ao diabo. O que roubava não roube mais; pelo contrário, que se afadigue num trabalho manual honesto, de maneira que sempre tenha alguma coisa para dar aos necessitados. De vossa boca não saia nenhuma palavra maliciosa, mas somente palavras boas, capazes de edificar e de fazer bem aos ouvintes. Não entristeçais o Espírito Santo de Deus, com o qual fostes marcados, como por um sinal, para o dia da redenção. Desapareça do meio de vós todo amargor e exaltação, toda ira e gritaria, ultrajes e toda espécie de maldade. Pelo contrário, sede bondosos e compassivos, uns para com os outros, perdoando-vos mutuamente, como Deus vos perdoou em Cristo. Sede, pois imitadores de Deus como filhos queridos. Vivei no amor, como Cristo também nos amou e se entregou a Deus por nós como oferenda e sacrifício de suave odor. A imoralidade sexual e qualquer espécie de impureza ou cobiça nem sequer sejam mencionadas entre vós, como convém a santos. Nada de palavrões ou conversas tolas, nem de piadas de mau gosto: são coisas inconvenientes; entregai-vos, antes, à ação de graças" (Ef 4,25 - 5,4). Para chegar lá, é necessário exercitar-se, e muito! Na Quaresma, os cristãos se dedicam, de forma especial, a três práticas formativas de sua vontade no seguimento de Jesus Cristo, que nos ajudam a assumir a vida nova assim descrita. Relacionamento consigo, com o próximo e com Deus.
         A primeira delas é chamada de mortificação, abstinência, ou  jejum. As três expressões servem para indicar o processo de educação da vontade. Moderar o uso do alimento, escolher práticas que orientem nossos impulsos instintivos. Muitos o fazem por motivos de saúde ou por razões estéticas, enquanto nós desejamos fazê-lo para a educação da vontade e para partilhar o fruto do jejum com as pessoas necessitadas.
         A segunda tem o nome de esmola, palavra, quem sabe, desgastada,  que é o exercício das obras de misericórdia, ações caridosas pelas quais vamos em ajuda do nosso próximo, nas suas necessidades corporais e espirituais. Instruir, aconselhar, consolar, confortar, são obras de misericórdia espirituais, como perdoar e suportar com paciência. As obras de misericórdia corporais consistem em dar de comer a quem tem fome, albergar quem não tem teto, vestir os nus, visitar os doentes e os presos, sepultar os mortos. A esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos da caridade fraterna e também uma prática de justiça que agrada a Deus (Catecismo da Igreja Católica 2447). "Quem tem duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma, e quem tem mantimentos, faça o mesmo" (Lc 3, 11). "Dai antes de esmola do que possuis, e tudo para vós ficará limpo" (Lc 11, 41).
         Enfim, intensificar a prática da oração, em todas as suas formas, é o terceiro exercício com o qual os cristãos se comprometem na Quaresma, abrindo-se para Deus e dedicando tempo e qualidade de relacionamento com o Senhor. Rezar mais e rezar melhor!

terça-feira, 11 de junho de 2013

Francisco: "A riqueza da Igreja é anunciar o Senhor com gratuidade"

Francisco: "A riqueza da Igreja é anunciar o Senhor com gratuidade"







Cidade do Vaticano (RV) – O Evangelho deve ser anunciado com simplicidade e gratuidade: foi o que destacou o Papa Francisco na Missa desta manhã na Casa Santa Marta. 
Na sua homilia, o Papa se inspirou na exortação feita por Jesus aos Apóstolos para anunciar o Reino de Deus: “Não leveis ouro, nem prata, nem cobre nos vossos cintos”. O Senhor quer que o anúncio seja feito com simplicidade, disse Francisco. Aquela simplicidade que “dá lugar ao poder da Palavra de Deus”. E indicou a “palavra-chave” para o anúncio: gratuidade.
“A pregação evangélica nasce da gratuidade, da surpresa da salvação. E aquilo que eu recebi gratuitamente, devo dar gratuitamente. E desde o início era assim. São Pedro não tinha uma conta no banco, e quando teve que pagar as taxas, o Senhor o mandou pescar no mar e encontrar a moeda dentro do peixe para pagar. Filipe, quando encontrou o ministro da economia da rainha Candace, não pensou: ‘Ah, que bom, façamos uma organização para apoiar o Evangelho, porque…’ Não! Não negociou com ele: anunciou, batizou e foi embora.”
O Reino de Deus “é um dom gratuito”, disse o Papa. E sublinhou que desde as origens da comunidade cristã, esta atitude ficou sujeita à tentação. Existe a tentação, por exemplo, de buscar força para além da gratuidade, enquanto a nossa força é a gratuidade do Evangelho. Na Igreja, advertiu, isso pode criar um pouco de confusão, pois o anúncio pode parecer proselitismo, e este não é o caminho. O Senhor “nos convidou a anunciar, não a fazer proselitismo”.
“Tudo é graça. Tudo. E quais são os sinais quando um Apóstolo vive esta gratuidade? São muitos, mas ressalto dois: primeiro, a pobreza. O anúncio da Evangelho deve ser feito no caminho da pobreza. O testemunho desta pobreza: não tenho riquezas, a minha riqueza é somente o dom que recebi, Deus. A gratuidade é a nossa riqueza! E esta pobreza nos salva de nos tornarmos organizadores, empreendedores... Devem-se levar avante as obras da Igreja, e algumas são um pouco complexas; mas com coração de pobreza, não com coração de investimento ou de empresário, não? A Igreja não é uma ong: é outra coisa, mais importante." 
Outro sinal, acrescentou o Papa, “é a capacidade de louvor: quando um apóstolo não vive esta gratuidade, perde a capacidade de louvar o Senhor”. Louvar o Senhor, de fato, “é essencialmente gratuito, é uma oração gratuita”: 
“Estes são os dois sinais do fato de que um apóstolo vive esta gratuidade: a pobreza e a capacidade de louvar o Senhor. E quando encontramos apóstolos que querem fazer uma Igreja rica e uma Igreja sem a gratuidade do louvor, a Igreja envelhece, a Igreja se torna uma ong, a Igreja não tem vida. Peçamos hoje ao Senhor a graça de reconhecer esta gratuidade: ‘do receber e do dar’. E também nós prosseguirmos na pregação evangélica com esta gratuidade.”
(BF)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012



Não é o salto mortal para o heroísmo que torna santo o homem, mas o humilde e paciente caminho de Jesus, passo a passo. A santidade não consiste em aventureiros atos de virtude, mas em amar com Ele. *(Olhar para Cristo – Joseph Ratzinger)*

segunda-feira, 15 de outubro de 2012



Ser Igreja...
... é pertencer ao Reino dos Céus!

Nestas breves palavras, testemunho a minha alegria de ser Igreja, de entender que o olhar de Deus sobre a mesma parte do seu Filho, por isso, a fidelidade da Igreja sempre será a fidelidade de Cristo.
Estamos no mês das vocações, tempo que nos faz refletir o Chamado de Deus em nossas vidas, a sede que o nosso Criador tem pela vida de cada um de nós. As vias de acesso ao conhecimento de Deus estão todas abertas e disponíveis a todos que desejam conhecê-la, afinal, Ele não invade a liberdade que temos de acolhê-lo ou até desprezá-lo. “Estas vias para chegar a Deus têm como ponto de partida a criação: o mundo material e a pessoa humana (fonte maior da graça e da bondade de Deus), neste mundo que vivemos” (CIC nº 31).
“A união íntima e vital com Deus pode ser esquecida, ignorada e até rejeitada explicitamente pelo homem. Tais atitudes podem ter origens muito diversas: a revolta contra o mal no mundo, a ignorância ou a indiferença religiosa, as preocupações com as coisas do mundo e com as riquezas, o mau exemplo dos crentes, as correntes de pensamento hostis à religião, e finalmente essa atitude do homem pecador que, por medo, se esconde de Deus e foge diante do seu Chamado” (CIC nº 29).

Ser Igreja é acolher o céu como herança, é tê-la como Caminho, Verdade e Vida, é deixar-se evangelizar para se tornar mais “gente”, sensível a todos que passam diariamente por nós. Não basta acreditar em Deus, é preciso crer que Jesus é o Messias, o Filho de Deus que veio ao mundo para nos santificar, melhorando assim a nossa qualidade de vida.
Ser Igreja é amar o próximo, é ser irmão uns dos outros, é acolher fraternalmente os que nos tocam, com o seu olhar e até com a sua indiferença. Ser Igreja não é definir filosoficamente Deus e sim defini-lo com a vida, através de atitudes simples, que nos levam a amar e glorificar o nosso Criador. Ser Igreja é ter sede de oração, é adorá-lo no mais profundo do coração, é agradecer a Deus por cada refeição. É acreditar na força da Palavra e na força da comunicação da Palavra, pois o “ide e evangelizai” é para todos.
Queridos irmãos, a Santa Missa é um lugar de acolhimento, de oração e de restauração. “O Senhor é o amparo dos que Nele esperam e, sem o Seu auxílio, ninguém é forte, ninguém é santo; que Ele possa redobrar de amor para conosco, para que, conduzidos  por Ele, usemos de tal modo os bens que passam, que possamos abraçar os que não passam” (Oração do dia da XVII Semana do Tempo Comum).

Um grande abraço a todos. Que possamos refletir e orar pela nossa vida cristã, pela nossa vocação primeira que é a santidade. Este é o grande sentido dos que são batizados por Cristo, com Cristo e em Cristo.
Com orações,

Diác. Wellington,CDMD
 @docemaededeus

quarta-feira, 7 de março de 2012

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

CARREGAR A CRUZ


Estamos vivendo um momento salutar em todo território brasileiro com a peregrinação da Cruz dos Jovens e Ícone de Nossa Senhora, símbolos máximos da Jornada Mundial da Juventude. Olhamos para nossa sociedade atual e não é difícil distinguir valores que ainda se mantem e desencaminhamentos da dignidade humana através das falsas propostas que desintegram a vida, um verdadeiro fardo.
É urgente uma tomada de consciência dos reais valores. Diante do atual contexto social, somos surpreendidos com a passagem dos sinais cristãos nas principais cidades do país, trazendo uma renovação do sentido de vida. O que mais me encanta na passagem dos Símbolos da JMJ é o entusiasmo e a fé dos jovens em “carregar a Cruz”. É algo extraordinário que acontece. Todos querem ao menos tocá-la. Essa Cruz já recebeu muitos nomes, a Cruz peregrina, a Cruz da JMJ, a Cruz do Jubileu, entre outros, mas me fascina uma de maneira muito especial: “A Cruz dos jovens”! É isso mesmo que acontece com quem carrega, toca, ou até mesmo contempla a Cruz: a vida rejuvenesce! É um mistério de fé.
Recordo aqui o belíssimo texto do evangelho que narra a visita de Nicodemos a Jesus (João 3 1-21). Esse homem se destacava no grupo dos fariseus, contudo respeitava Jesus como mestre e enviado de Deus. Jesus lhe propõe a mudança radical; não renovação, mas inovação, “nascer de novo”. Nascer é começar. Nicodemos fica confuso por causa da mentalidade fisiológica, “entrar de novo no ventre da mãe”. Jesus responde com rigor: “se alguém não nascer da água e do Espírito, não poderá entrar no reino de Deus”. Segundo a tradição bíblica, a água é o elemento feminino; o Espírito, o elemento masculino fecundante (vejamos o Genesis 1, o Espírito pairava sobre as águas). Cristo nos salvou pelo madeiro da Cruz com o banho do novo nascimento pelo Espírito Santo. Nascemos à sombra da Cruz.
A Cruz dos jovens é carregada nos braços e ombros trazendo um novo na história de tantos que a levam. Somos de verdade o novo Cirineu, que levou por alguns instantes o peso da Cruz de Cristo. Carregar a Cruz significa para nós, a partir do testemunho do Cirineu, “levar o peso da cruz uns dos outros”. Esse é o amor que nunca acabará - o de ser sempre servo, doar-se inteiramente sem impor condições pelos outros, aos mais necessitados.
Os jovens que carregam a Cruz são comprometidos. Algo novo acontece. Não largam a Cruz, tornam-se propriedade de Cristo. Isso é seguimento autêntico. Posso testemunhar que isso aconteceu na passagem da Cruz dos jovens e do Ícone de Nossa Senhora na Arquidiocese da Paraíba e, mais especialmente, na Vigília Jovem Doce Mãe de Deus. Sou grato a Deus por chamar-nos a carregar a cruz de cada dia sempre renovando a força de nossa juventude consagrada.
Assumamos a Cruz de Cristo, carregando-a diariamente como verdadeiras testemunhas.  Que a Cruz carregada por nós faça-nos novos para levar ao mundo o Amor que salva e dá dignidade.

Pe. Márcio José Costa Teixeira, CDMD
@pemarciocdmd

sábado, 28 de janeiro de 2012

É PRECISO TOCAR NA CRUZ




Os jovens católicos do Brasil vivem um tempo de graça, um verdadeiro kairós, experimentado na peregrinação dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude - a Cruz da JMJ e o Ícone de Nossa Senhora que estão passando em todas as dioceses do país.
A Cruz é o mais esplêndido sinal cristão. Nunca podemos perder de vista o sinal que nos salva e redime.
Chamou-me a atenção o que falou o Papa Bento XVI a Dom Damasceno, presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida do Norte, quando este comentou ao Santo Padre que os jovens do Brasil tem tocado na Cruz peregrina com muito entusiasmo. A resposta do Papa foi: “É preciso tocar na Cruz, para deixar-se tocar por ela”. Essa resposta é uma palavra de ordem para todos nós.

Assim, o Papa fala-nos de dois caminhos que se encontram e nos dá direção. Primeiramente, o de tocar na Cruz. Os jovens precisam hoje compreender o sinal que traz a salvação. Da cruz recebemos a força que nos faz ultrapassar os limites da dor, da desesperança, da descriminalização, da violência, da falta de sentido, decepções, entre tantas. É preciso tocar, encarar os fatos com firmeza de fé. Cristo assumiu nossas dores, e a partir daí foi ao extremo do amor. É preciso chegar ao porque da ferida, encarar os fatos da vida com resiliência, para chegar a uma verdadeira maturidade humana e espiritual. Não somos covardes, somos de tocar na cruz.
A outra proposta unida a primeira é a de deixar-se tocar pela Cruz. Nossa! Aqui vejo o essencial. Quando alguém se deixa tocar é porque está aberto a graça de Deus, vazio de si mesmo para encher-se de Deus. É quando assumimos com propriedade a Salvação que vem de Deus. Deixo de ser somente uma testemunha ocular, para ser uma testemunha de pertença ao mistério de salvação.

Sou grato a Deus porque a Cruz da JMJ também peregrinará na arquidiocese da Paraíba e, nesta ocasião, passará a noite e madrugada na Vigília Jovem Doce Mãe de Deus no dia 4 de fevereiro de 2012. Aguardo com grande júbilo juntamente com os jovens de nossa arquidiocese esse momento de tocar e deixar-se ser tocado pela Cruz de Cristo.
Que os jovens do Brasil possam tocar na cruz e deixar-se tocar por ela tornando-se verdadeiras testemunhas de Cristo, sendo assim discípulos e missionários para que todos conheçam a salvação que brota da cruz.

Pe. Márcio José Costa Teixeira, CDMD
@pemarciocdmd

Comunidade Doce Mãe de Deus Acolhe Cruz e Ícone da JMJ

Em preparação para  a próxima Jornada Mundial da Juventude, maior evento católico do mundo que será realizado no Brasil em 2013 com a presença do Papa Bento XVI, a Cruz dos jovens e o Ícone de Nossa Senhora, símbolos da Jornada Mundial da Juventude, entregues pelo beato João Paulo II, estarão peregrinando pela Arquidiocese da Paraíba, em fevereiro de 2012.
No dia 4 de fevereiro, em João Pessoa, fazendo parte da programação oficial da Arquidiocese da Paraíba, a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora serão acolhidos na Vigília Jovem Doce Mãe de Deus em comunhão com diversas Novas Comunidades: Comunidade Católica Shalom, Comunidade Nova Berith, Comunidade Consolação Misericordiosa, Comunidade Servos de Maria, Comunidade Nossa Senhora Menina, Comunidade Maná, Comunidade Filhos da Misericórdia, Comunidade Fraternidade Casa de Judá, Comunidade Jerusalém Casa da Paz, Comunidade Lírios do Vale, Comunidade Fraterno Amor, entre outras.

A partir das 16h, no Centro de Formação Discípulo Amado, Casa Mãe da Comunidade Doce Mãe de Deus, em João Pessoa-PB, centenas de jovens vindos de diversas partes do país estarão reunidos para celebrar a chegada dos símbolos que atraem multidões em todo o mundo.
Você é nosso convidado especial para viver grandes momentos de fé, alegria, espiritualidade, através de pregações, shows, Santa Missa e Adoração ao Santíssimo Sacramento.

Faça sua caravana e entre em contato conosco!

Para maiores informações, envie-nos um e-mail: vigiliajovem2012@gmail.com

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

ESCOLHER A MELHOR PARTE...: Habita em nós e transforma as nossas vidas !

Começamos um novo ano e com ele todos nós tentamos renovar os nossos sonhos, as nossas esperanças, a nossa fé na vida, nas pessoas e nas...

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Teu amor me sustentará - Missionários Shalom



O Teu amor me sustentará, a Tua graça não me faltará.
Como um selo gravado em meu coração,
Tua vontade em mim se cumprirá

quarta-feira, 19 de outubro de 2011


Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
- João 3.16

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Feliz dia de São Francisco! Doce é sentir - ♪♫



"O Senhor não nos chamou para pregar brilhantemente o mistério da cruz,e sim para vivê-lo humildemente." #oirmãodeassis

domingo, 18 de setembro de 2011

Amor e Disciplina


Certa vez me questionaram: Como você consegue ser esposo, pai, trabalhar no serviço público, ser consagrado na “Doce” e diácono incardinado numa diocese que você não reside?
Confesso que parei e fiquei pensando na verdadeira resposta, pois tal pergunta não merecia palavras a “toque de caixa”. Isto me fez escutar o coração, refletir a minha vida e rezar diante da opção que fiz, a partir do livre arbítrio que me foi concedido, por Aquele que me confiou o dom da vida.

Cheguei a uma conclusão importante para mim, depois da oração pessoal: é a Palavra de Deus que concede ao homem a resposta para todos os seus questionamentos. Se acreditamos nela, a mesma nos capacita e envia para a grande missão dos seus discípulos. Afinal, ela foi inspirada pelo Espírito, portanto, só Ele abre os caminhos para que desbravemos o que lá se encontra escrito, que é a vida e missão dos que dela se alimentam diariamente.

Dizem as Sagradas Escrituras: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo” (Mat 6,33). Também está escrito: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Mc 16, 15-16). Ainda relata: “Porque muitos são os chamados, e poucos os escolhidos” (Mt 22,14). Também nos fala: “Entre eles há alguns que Deus elevou e consagrou, a outros pôs no número dos dias comuns” (Eclo 33,10a). Quando Deus chama, concede a graça, a partir do nosso empenho, esforço pessoal e sacrifício. Sacrifício sim, porque não existe oferta, doação, entrega, sem cruz. “Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me. Porque, quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem sacrificar a sua vida por amor de mim, salvá-la-á” (Lc 9, 23-24). Cruz sim, porque o Reino da Terra tantas vezes renega o Reino dos Céus, além do mais, “não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares” (Ef 6,12).
Se tudo da parte de Deus está feito, é preciso fazer a nossa parte. Portanto, comecei a refletir duas coisas na minha vida e que, tenho tentado me empenhar para colocar em prática ao longo destes anos: O “amor” e a “disciplina”. Só colocando as nossas vidas no “coração de Deus”, teremos coragem e sabedoria para “partir” na missão que Ele nos confia. Afinal, este mundo tem muitas opções que distam do verdadeiro e pleno amor,  por conseguinte, todas as vezes que a criatura não dialoga com o seu Criador, padece por ficar a mercê da sua própria vontade.

Deus nos criou no seu amor e com disciplina. Tanto é que, só criou o homem e a mulher, a partir do momento em que o planeta terra estava preparado para recebê-los.
Mesmo com todo aparato existente para servi-la, quando a humanidade exclui Deus da sua caminhada, ela perde o seu brilho, por desencontrar-se com o fim para a qual foi criada. O homem tem inteligência, vontade, memória, imaginação e afetividade. Todas estas áreas precisam ser iluminadas com a luz que provém do “seu idealizador”.

A luz que temos, vem de uma graça que está dentro de nós e que só o homem poderá deixar que o ilumine. Caso contrário, ofuscamos o seu brilho e abrimos a guarda para que se “acorde o leão, que precisa permanecer dormindo dentro de nós”.
Você há de convir comigo que, todas as vezes que o homem inventa ou idealiza algo, é para um fim, uma finalidade. Por exemplo: a criação de um meio de transporte é para se chegar do outro lado mais rápido e com mais conforto. Nesta mesma linha de pensamento, também pergunto a você: A criação da vida humana tem qual fim, qual finalidade? A inteligência que capacita o homem, em contrapartida, a sua iniquidade, os seus erros (do mais simples ao mais absurdo) – Assim, que leitura podemos fazer deste fato real? O que é que machuca o homem, senão o desequilíbrio que está dentro dele próprio. Será que ele não precisa da luz para renascer, diante de cada situação de transgressão, que tantas vezes pode causar o aniquilamento de si e do outro?

Se acreditamos que o homem foi criado por Deus, tudo o que tem o “dedo de Deus” tem uma finalidade, um para que. A figueira, por exemplo, pode se tornar uma árvore frondosa, no entanto, se não der fruto, não cumpre o seu fim último. Lembre-se que Jesus vai ao encontro de uma figueira para alimentar-se, chegando lá, constata que a mesma é estéril e a amaldiçoa. Penso ser isso um grande ensinamento para as nossas vidas.
Partilho com você leitor e leitora, que muitas são as dificuldades e os desafios de cada dia, no entanto, só existe “amor” no projeto de vida que me foi confiado. E na busca diária de “disciplina”, fazer o que me é indispensável, para a construção do Reino de Deus, neste mundo, tantas vezes frio, mas também sedendo Daquele que o criou.
O amor e a disciplina toma conta do meu dia a dia e vai me consumindo, no qual tantas vezes, deparo-me também com as minhas fraquezas, com a minha pequenez, a minha impotência e o meu cansaço. No entanto, tudo vale a pena, porque eu sei por quem estou fazendo e para onde tudo vai me levar, juntamente com aqueles e aquelas que o Senhor da vinha me confiar.

Eu pergunto a você, leitor(a) amigo(a): As pessoas estão com você pela sua vida ou pela sua missão? Neste caminho, observo a força que tenho, oriunda da minha missão. A família, a minha consagração, o diaconato permanente, não são títulos para mim e sim, missão. A missão alarga os horizontes, fazendo com que o homem, tantas vezes, enxergue além da montanha.
Sei que a minha vida inquieta a muitos, porque o diferente é muitas vezes mal visto. Afinal, não sou um “religioso canônico” e sim, um simples homem, consagrado a Deus num Carisma novo na Igreja e que, como membro de uma Comunidade Nova, vivo diretamente no mundo secular e não enclausurado. Tenho vivenciado que para uns, é uma graça o que vivo, no entanto para outros, é como se a minha vida e opção fosse uma pedra no sapato, que além de incomodar, até machuca e fere.

Mesmo com todas as provações, sou muito grato a Deus por entender a minha vida e missão a partir da sua Palavra e não a partir de mim mesmo. Entendo que o amor e a disciplina são comportas que devem ser abertas dentro de nós, pois abrem espaços para uma vida saudável e com mais qualidade. É bem verdade que existe sacrifício, no entanto,  uma vela consumida pelo amor, disciplina uma alma para o seu fim primeiro e último.
Você que faz esta leitura, és sublime, és especial, és querido(a) por Deus e por toda a criação. “Levanta-te, deixa a tua maca e anda”. Precisamos do seu amor e da sua disciplina, afinal somos irmãos e saímos da mesma “árvore da vida”.

SALVE O AMOR DE DEUS!
SALVE A SUA DISCIPLINA!
SALVE A SUA VIDA, QUERIDO(A) LEITOR(A)!

Deus vos abençoe, com orações.

Diác. Wellington,CDMD

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Jornada Mundial da Juventude 2011 - Comunidade Doce Mãe de Deus

Este vídeo mostra um pouco da aventura na fé que 83 jovens viveram na Jornada Mundial da Juventude, dos dias 14 a 24 de agosto deste ano, em Madrid, na Espanha.
Foram dias vividos com muita intensidade, não parávamos de andar, rezar, admirar e ver a Igreja de Deus que nos reunia ali em torno do sucessor de Pedro. Tivemos, com certeza, uma das maiores experiências de nossas vidas. Não dá para narrar...
Mas, queremos deixar resistrado aqui um pouco do que viveram os jovens que foram conduzidos pela Comunidade Doce Mãe de Deus.

E acredite, a fé nos leva ir além!

A liberdade pela qual ansiamos


 A liberdade é conquistada sem ideologias, evidenciada na verdade. Muitos dizem que ao entrar para a Igreja, ou frequentá-la regularmente torna-se um perigo para a liberdade. Veem a religião como um conjunto de restrições que, além de roubar sua "liberdade" fecha seus olhos para o mundo, colocando como que viseiras.
    
     Por ignorância é confundido liberdade com libertinagem. Dizem "sou livre" e, vivem num hedonismo sem precedentes, sobretudo na pós-modernidade, período em que é detestado o limite, a privação, e o sofrimento é visto como um castigo. Contudo, na sabedoria de Léon Tolstói, escritor Russo do século XIX, encontramos um fragmento do conceito autêntico, acerca da liberdade. Léon diz que " não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade" ouso acrescentar, a verdade de uma maneira integral, pura em sua essência, não a verdade equivocada. Contudo, Tolstói completa dizendo  "a liberdade não é um fim, mas uma consequência", consequência de uma verdade bem vivida. Encontramos um exemplo claro na vida e conversão de Santo Agostinho. O Doutor e Bispo da Igreja transitou por todas as correntes da filosofia pagã indo do maniqueísmo ao neoplatonismo. Buscou, pois, a verdade em várias doutrinasnenhuma a preencheu, sua sede de verdade o fez ir além, e nas pregações de Santo Ambrósio, enfim, encontrou-se com a verdade, que o fez rezar "tarde te amei, Beleza antiga e tão nova, eis que procurava fora o que estava dentro de mim", e a consequência desta verdade foi justamente a liberdade, tão grande que o levou às honras dos altares.
    
 Jesus Cristo é "o Caminho, a Verdade e a Vida" (Jo 14,6), portanto não andemos por atalhos, nem escolhamos a mentira, que por vezes nos engana, e por fim "escolhe pois a Vida" (Dt. 30,19).
Não permita que as ideologias neutralizem seus pensamentos, aliene sua consciência, pois, deste modo estará corrompendo a sua liberdade, e por conseguinte afastando-se da verdade. Busque a resposta para um mundo em que as ideologias querem igualar tudo, relativizar os conceitos eternos, pondo à prova as palavras de Cristo. Quem disse que o que é falado nas universidades, na mídia corresponde com a verdade, e prima pela liberdade do receptor, qual o critério usado para propagar essas "verdades". Ao meu pensar, surge como confusão para uma geração "ctrl+c" - "ctrl+v". Estamos fadados a nos tornar repetidores de meras informações inverídicas, papagaios de uma mídia decadente.  Críticos de plantão, questionem seus próprios conceitos, apurem suas "verdades", sejam fiéis consigo mesmos. Neste quebra-cabeça um lado da liberdade encaixa-se com a verdade, porém, se isso não acontece em suas concepções, está na hora de recomeçar à exemplo de Santo Agostinho.
     
     Dentro da Igreja sua visão se aguça, pois é na doutrina da Igreja, fundamentada na verdade do Evangelho, que encontraremos as respostas para as aspirações humanas mais profundas. Todavia, no Evangelho não encontramos meias verdades, e porque na Igreja encontraríamos? Muitos tentam ajustar os ensinamentos da Igreja de um modo que lhes agradem, permanecendo apenas com o mel da vida cristã, o fel, a cruz de Cristo, poucos abraçam.Ora, Cristo veio ao mundo para agradar os homens ou ao Pai?Suas palavras são fortes, somente corajosos a vivem. "Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me." (Lc 9,23). Ou somos íntegros e coerentes, ou estamos fragmentados com as meias verdades de um mundo pós-moderno mutilado, prostrado diante de uma liberdade ilusória.
     O coração humano anseia pela liberdade justificada na verdade. Verdade esta que "não é fruto da imaginação de cada indivíduo" como disse nosso saudoso beato João Paulo II. 

Rodrigo Stankevicz